Museu de História Natural

 
Em 1874, o padre católico e naturalista Ernest Schmitz estabeleceu-se na ilha da Madeira. Como naturalista, e embora a sua especialidade fosse a Zoologia e a Ornitologia, Schmitz interessou-se também pelos insetos, moluscos terrestres e marinhos, peixes, corais e algas deste arquipélago.

Em 1882 organizou um gabinete de História Natural no Seminário do Funchal que mais tarde viria a transformar-se em museu, no qual foram expostas coleções de rochas, corais, fósseis, plantas (vasculares e avasculares), líquenes, animais embalsamados (aves residentes, migratórias, mamíferos, peixes e répteis) e ainda outros conservados em formol (técnica de conservação de animais de corpo mole e viscoso). Nos anos decorrentes foram integradas no Museu de História Natural do Seminário as coleções de Briófitos e Fanerogâmicas, organizadas pelo naturalista inglês James Yate Johnson, e ainda as coleções de líquenes e fungos, organizadas pelo padre Jaime de Gouveia Barreto.

Em 1981, o padre Manuel de Nóbrega iniciou a instalação do espólio do antigo Museu Diocesano do Funchal, nomeadamente as coleções de aves, fósseis, rochas, minerais, animais invertebrados e outros vertebrados em três salas do edifício principal do Jardim Botânico da Madeira. Este espólio, propriedade da Diocese do Funchal, foi entregue à guarda do Jardim Botânico em 1982, encontrando-se em exposição ao público desde 1 de outubro desse ano.

Os exemplares estão na sua maioria identificados, podendo o visitante observar nas etiquetas o nome comum, o nome científico, a família e o local onde foram recolhidos.